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27 de janeiro de 2006 18:57


TECNOLOGIA, EMOÇÃO E BIA FALCÃO

Foi com grande expectativa que, no último dia 19, os telespectadores da novela Belíssima aguardaram a tão divulgada morte de Bia Falcão, premiada vilã de Fernanda Montenegro. Assassinato ou armação, o sumiço de Bia deu início a uma nova fase da trama de Silvio de Abreu. Começou um mistério que envolverá todas as personagens e mobilizará o público em bolões e apostas.

Para muitos, a cena decepcionou. Uma série de efeitos especiais poluiu os takes e, por vários instantes, tornou a seqüência inverossímil. Um típico caso em que a preocupação técnica transcendeu a emoção e verteu superprodução em amostra de softwares.

Derrubar um automóvel morro abaixo não é novidade para a Globo. Em 1972, na primeira versão de Selva de Pedra, o acidente que sumiu com Simone (Regina Duarte) causou grande impacto sem quase nenhum recurso. Apenas câmeras bem posicionadas, atores bem marcados e um carro sendo sacrificado. O resultado até hoje impressiona.

No caso de Belíssima, o compromisso com o chamado "Estilo Hollywood" pesa. A necessidade de desfilar tecnologia vence o artesanal. Não basta o carro cair, tem que estar chovendo. Não basta chover, tem que ser de noite. Não basta ser de noite, tem que haver um helicóptero.

A audiência prevista para o atentado não se cumpriu. Os índices não venceram os 52 pontos da estréia. Mas o mérito do texto de Silvio de Abreu é grande. A novela conquista diariamente números considerados improváveis para um verão como o que atravessamos. Pelo visto, antes de sair para tomar um sorvete, os paulistanos vibram com as peripécias de Ornella (Vera Hotz) e com as investidas de Alberto (Alexandre Borges) em Mônica (Camila Pitanga).

Aguardemos o desenrolar dos fatos. Viva ou morta, o fato é que Bia Falcão já se imortalizou na galeria das grandes vilãs ao lado de Odete Roitmann, Branca Letícia de Barros Motta e outras megeras.

Aguarde, dia 6 de fevereiro um novo post no Televidere

Leandro Barbieri//
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"A telenovela é, sem favor nenhum ao cinema e ao teatro, o melhor produto de entretenimento desse país." (Silvio de Abreu)

FONTES:

Almanaque da TV (Rixa - Ed. Objetiva)

Memória da Telenovela Brasileira (Ismael Fernandes- Ed. Brasiliense)

Revistas: Amiga, Sétimo Céu,Contigo!, TiTiTi e Intervalo.

Nossa Senhora das Oito(Mauro Ferreira e Cleodon Coelho- Ed. Mauad)

Dicionário da TV Globo(Jorge Zahar Editor)

FOTOS: globo.com sbt.com.br